quarta-feira, 4 de abril de 2012

Música e subjetividade

Mariana Rodrigues Ferreira

Tal projeto pretende a promoção de um espaço no qual possam ser discutidos temas variados, estimulando assim a reflexão quanto às mudanças vividas na fase da adolescência, tanto no que diz respeito ao aspecto orgânico, quanto emocional. Público alvo entre 15 e 18 anos.

Justificativa 

Acreditamos que o debate dirigido nos aproxima da experiência social vivida pelos indivíduos, possibilitando ao grupo uma reflexão quanto à semelhança de suas experiências diárias. É desta forma que pretendemos trabalhar o indivíduo, mas também este em sua relação com o grupo. O grupo permite trabalharmos as formas de convívio entre os integrantes, reflexo do convívio destes com a sociedade.

As músicas a serem trabalhadas serão prioritariamente de autoria dos integrantes do grupo, o que não significa a impossibilidade de utilização de músicas já existentes. O trabalho com a autoria da música, nos permite o incentivo da criatividade e uma aproximação ainda maior com os sentimentos e história do compositor. Poderemos trabalhar também desta forma, a identificação do grupo com a letra da música, que muitas vezes fala de uma experiência comum aos adolescentes de uma mesma sociedade.
Trata-se de uma forma de trabalhar as emoções através da música, com o objetivo de potencializar as ações dos alunos, para que possam identificar seus verdadeiros interesses sociais e profissionais.

Objetivo 

O grupo pretende principalmente a discussão quanto aos sentimentos e transformações presentes na fase da adolescência, bem como planos e possibilidades futuras.
A atividade proposta vai além da simples ocupação do tempo, buscando, através do grupo, a possibilidade de uma responsabilização pelas escolhas realizadas, e a discussão quanto a questões as quais consideramos importantes ao desenvolvimento do indivíduo, nas quais incluímos as questões sexuais e também do uso de drogas lícitas ou não.
Cabe no entanto o esclarecimento no que diz respeito à escolha dos temas de cada reunião, que será de inteira escolha dos alunos, e coordenada por nós, psicólogas. Desta forma, possibilitaremos que falem do que realmente lhes interessa, sem um roteiro prévio.

Freqüência

  • Uma vez por semana. 
Forma de avaliação

  • Retorno dos alunos 
  • Avaliação das coordenadoras 
Metodologia 



Será cantada, a princípio, uma música preferencialmente de composição dos participantes do grupo. Trabalharemos então, os sentimentos do compositor ao escrever a música e os sentimentos causados aos outros participantes do grupo. Serão levadas em conta também as questões desenvolvidas na letra da música, buscando alguma semelhança com as vivências e sentimentos diários de cada integrante e do grupo.
Ao final de cada grupo será pedido aos participantes que falem a respeito dos sentimentos que foram mobilizados durante a atividade.
Durante todo o trabalho, o coordenador, observará a relação entre o que é dito pelos alunos e a proposta citada nos objetivos.

Bullying não combina com escola

Mariana Rodrigues Ferreira

Pretendendo a promoção de um espaço no qual possa ser estimulado o debate entre pais, alunos e professores diante de uma temática cada vez mais presente nas escolas, que é o bullying, nossa proposta envolve o esclarecimento das características e conseqüências do bullying tanto para o agressor, quanto para o agredido, e poderá ser realizado com alunos de todos os anos, incluindo os pais, professores e funcionários, com duração de um encontro.   

Justificativa 

Acreditamos que a participação dos diversos setores envolvidos na problemática (alunos, pais, professores, e funcionários em geral) nos aproxima uns dos outros, e através de uma multiplicidade de visões, poderemos transformar a realidade experienciada. 
Trata-se de uma forma de potencializar as ações a serem postas em práticas, envolvendo a todos em um mesmo objetivo. 



Objetivo 

A intervenção pretende principalmente o envolvimento de todos os participantes na construção de novas práticas de convívio com o outro, através da informação quanto às características do problema debatido e orientação quanto às modificações a serem realizadas. 

A intervenção proposta busca, através de seus participantes, a possibilidade de uma responsabilização pelas ações individuais e coletivas, e a discussão quanto a questões importantes para o desenvolvimento do indivíduo, como, por exemplo, a forma através da qual se socializa, permitindo assim a ressignificação das práticas sociais dos envolvidos. 



Objetivos específicos 

· Problematização das relações humanas no que diz respeito ao contexto escolar e social da criança. 
· Ênfase no crescimento e desenvolvimento da criança. 
· Orientação de familiares e professores sobre a maneira mais adequada para lidar com as dificuldades educacionais. 

Freqüência 
Um encontro 

Forma de avaliação 
· Retorno dos participantes 
· Avaliação dos coordenadores 

Metodologia 
Trabalharemos as características do bullying e dos envolvidos em sua prática. Buscaremos confrontar a idéia de uma “simples brincadeira” com os sofrimentos psíquicos causados a curto e longo prazo. Serão comparados os sentimentos do agressor e do agredido, fazendo com que o agressor se coloque, mesmo que por um instante, na posição do agredido.

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